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PALAVRA DO  " PASTOR"

Confiança e esperança


 

 

É preciso ousadia para se achegar ao trono da graça, ao Deus de toda graça. E ousadia tem mais a ver com confiança que com coragem. Muitos concebem a pessoa de Deus como se Ele fosse um velho de barbas compridas, iracundo, sentado num trono, munido de raios nas mãos para destruir. Isso não tem nada a ver com Deus. Deus é todo amor. E esse amor foi manifesto na pessoa de Seu Filho, Jesus, que foi entregue para morrer por todos (Leia João 3.16).

Deus nos amou. Isso é graça, e não merecimento. E essa graça se manifestou na pessoa do Seu Filho, Jesus, que se entregou por toda a humanidade na cruz. Só mesmo a graça para justificar tal ato. Porque por nós mesmos, nada temos que justifique uma entrega assim até a morte pela pessoa de Jesus. Foi o profeta Isaías quem disse: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera. Saís ao encontro daquele que com alegria pratica justiça, daqueles que se lembram de ti nos teus caminhos; eis que te iraste, porque pecamos; por muito tempo temos pecado e havemos de ser salvos? Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam”(Is 64.4-6).

A referência aos trapos de imundície diz respeito aos panos que eram usados pelas mulheres, na época, que se encontravam em seu ciclo mensal, e também aos trapos que os leprosos usavam para cobrir suas feridas. Desses trapos emanavam um cheiro horrível.

O profeta está dizendo que nossa justiça é semelhante a esses trapos, de tão sem valor que ela é. A justiça aqui não é aquela no sentido de sermos honestos, verdadeiros, sinceros uns com os outros, mas a justiça própria que faz com que nos vangloriemos de nós mesmos e de nossos atos. É no contexto dessa justiça que as Escrituras mencionam que ela nada é à luz de uma salvação e libertação da condenação.

A graça não tem nada a ver com o que fazemos, mas com o que Deus fez em nós e por nós na pessoa de Seu Filho, Jesus. Nunca receberemos da parte do Senhor algo por mérito, por merecimento. E só mesmo quem tem confiança nessa graça, nessa justiça divina, para se aproximar do trono da graça. Como disse, não é coragem. É confiança.

Se graça nada tem a ver com mérito, mas com entrega e fé em relação à obra de Cristo Jesus na cruz, o que explicaria atos como subir escadarias de joelhos, caminhar por longas horas sob os pés descalços, carregar fardos e coisas afins?! Só uma coisa justificaria isso: a religiosidade. Não estou aqui julgando ninguém. Sei que a motivação e o coração podem ser os melhores, mas é preciso ir mais longe, pois nossa relação com Deus é mais que de sacrifícios. É de amor, de entrega, de renúncia. A religiosidade fala de atos, de aparência, de exterioridade. A fé em Cristo fala de um relacionamento. Quando jejuamos, não é um sacrifício, mas uma disciplina espiritual. O único e maior sacrifício foi o que foi feito na cruz, quando Deus enviou seu Filho, Jesus, na cruz, para morrer por nossos pecados. Sacrifício único e eterno.

Foi graças a esse sacrifício que hoje temos acesso a esse trono da graça de Deus. E o “passaporte” que permite esse acesso é o sangue de Jesus. É nesse contexto que o escritor aos hebreus escreveu: “Acheguemo-nos, portanto confiantemente junto ao trono da graça a fim de encontrarmos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”.

Quando estamos longe da graça, e acima de tudo, do Deus de toda a graça, deixamos de ser agraciados. Que nunca nos afastemos da graça do Pai!

Deus abençoe!

 

PALAVRA DO PASTOR

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